Como uma órtese pode auxiliar no tratamento de pacientes neurológicos

24.07.2017

 

As doenças neurológicas acometem cada vez mais pessoas ao redor do mundo, atingindo os sistemas nervoso e neuromuscular. Elas se desenvolvem antes do nascimento (Paralisia Cerebral e Microcefalia, por exemplo) ou durante a vida por consequência do envelhecimento (Parkinson, Alzheimer e Acidente Vascular Cerebral - AVC, dentre outras), podendo apresentar diversos sintomas como: dores de cabeça, desmaios, perda de força, alterações do equilíbrio e da marcha, alterações visuais, da fala e do estado mental, perda de memória, movimentos involuntários, distúrbios do sono, alteração da atenção e do humor e ansiedade.

 

​​Neste artigo iremos focar nas órteses para membros inferiores, que apresentam-se como uma excelente opção para o auxílio no tratamento de pacientes neurológicos.

 

As órteses são dispositivos aplicados externamente ao corpo e são desenvolvidas para alinhar, prevenir ou corrigir deformidades, melhorando a função das partes móveis do corpo. Elas auxiliam na função e na estrutura corporal, permitindo, assim, a possibilidade do retorno ao desempenho mecânico e ortopédico.

 

Um conjunto de fatores se mostram essenciais para que uma órtese tenha um desempenho eficiente e que permita resultados satisfatórios ao paciente. Além da correta indicação pelo profissional da saúde, é fundamental que a sua confecção seja realizada por uma equipe técnica qualificada e que a adaptação da órtese seja acompanhada pelo ortesista/protesista, assim como a correta utilização por parte do paciente ou do seu acompanhante.

 

 

​Com relação aos membros inferiores, as indicações do tipo de órtese a ser usada variam de acordo com o problema diagnosticado e elas são classificadas em 5 tipos:

- Órteses tóraco podálicas (THKAFO e RGO);

- Órteses pélvico podálicas (HKAFO);

- Órteses de coxa-joelho-pé (KAFO’S);

- Órteses de joelho (Knee orthosis-KO);

- Órtese de tornozelo e pé (OTP).

 

Dentre os tipos de órteses, as de tornozelo e pé (OTP) apresentam modelos distintos em suas funções com indicações específicas, a saber:  

- Articulada: indicada em casos de instabilidade grave no tornozelo e em pacientes que não apresentam um bom controle do joelho.

- Flexível: pela sua leveza e simplicidade, é indicada nos casos em que se deseja uma maior dinâmica da marcha ou que existam leves estímulos musculares involuntários, permitindo ao paciente andar com maior segurança e por mais tempo.

- Reação ao solo: aconselhada para pacientes com flexão exagerada nos joelhos, como em casos de paralisia cerebral. Permite a extensão do joelho, impedindo o avanço anterior da tíbia no momento de apoio inicial do pé.

- Rígida: indicada para pacientes que já não conseguem pisar, recém nascidos e crianças que ainda não andam ou para aqueles cuja marcha não apresenta avanço da tíbia sobre o pé.

- Supramaleolar: recomendada para dar maior estabilidade na articulação do tornozelo, melhorando a qualidade da marcha e auxiliando no equilíbrio, além de prevenir deformidades e fraturas. Pode ser uma solução em casos para crianças, pois ainda estão em fase de crescimento e necessitam de liberdade de movimentos e em adultos com pé hiperpronado ou um pé de Charcot (pequenos traumatismos que acarretam em fraturas ou deslocamentos dos ossos do tornozelo ou pé).

 

Hoje existem diversas soluções ortopédicas para auxiliar os pacientes a terem ou restabelecerem seus movimentos. As órteses, cada vez mais modernas e de fácil utilização, irão permitir e promover cada passo e movimento que o paciente puder fazer no momento de locomoção. O que é imprescindível em qualquer processo de reabilitação é formar um elo entre paciente, profissionais da área de saúde e técnico ortesista/protesista para que, juntos, tornem o processo mais simples e com maior chance de sucesso.

 

O paciente, neurológico ou não, deve sempre manter alguns costumes rotineiros a fim de amenizar ou evitar as doenças neurológicas. É importante ter uma alimentação saudável, exercitar o cérebro por meio da prática da leitura, dos estudos e de exercícios físicos, além de manter os exames em dia e consultar periodicamente o médico.
 

 

Fonte:

www.saudeamesa.com.br/quais-os-tipos-de-doencas-neurologicas-mais-comuns/3152/

www.cefaleias.com.br/cefaleias/principais-sintomas-neurologicos

www.neurologia.srv.br/doencas-neurologicas

www.pedroschestatsky.com.br/index.php/doencas-neurologicas

www.mundoped.files.wordpress.com/2016/11/108.pdf

www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/centro-diabetes/Paginas/lesoes-osseas.aspx

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